Como proceder em caso de chuva forte

Estar em um caiaque no meio de uma tempestade é muito perigoso. Por isso veja algumas dicas de como proceder em caso de raios e chuva forte

O Rio de Janeiro é o segundo estado com a maior incidência de raios no país e cerca de 500 pessoas são atingidas anualmente por raios dentre as quais cerca de 130 são vítimas fatais. O Caiaqueiro não está livre de ser apanhado no meio de uma tempestade e por isso é muito importante que saiba a leitura exata das condições climáticas antes de sair para pescar. O Caiaque está sempre cheio de condutores elétricos como varas, mosquetões, ancoras e até os arrebites podem ser um problema em uma situação de chuvas fortes.
Hoje existem diversos aplicativos para a previsão do tempo no mercado e muitos apps do Google são gratuitos e podem ser baixados no celular. É indispensável para o caiaqueiro acessar a página do https://www.mar.mil.br para conhecer a previsão dada pela Marinha. Sabendo as condições do tempo e do mar você está relativamente seguro.
Mais existem situações, principalmente no verão, em que a mudança de tempo é rápida e por isso tambem temos que ficar atentos a direção do vento. O uso de uma “BUSSOLA” no caiaque torna-se obrigatório por se tratar de um aparelho que indica a direção tanto do vento com a sua própria.
Veja sempre ( no caso do Rio de Janeiro ) se o tempo está aberto na direção da Barra da Tijuca, e caso o tempo fique feio por la é sinal de recolhermos o material e voltarmos para a segurança da costa.

Caso você seja pego de surpresa esteja preparado para rajadas fortes de vento e chuva tambem forte.
A primeira coisa que o caiaqueiro tem que fazer é manter a calma. O trovão é uma forma de alerta então icomece com os procedimentos de segurança.
PROCURAR, IMEDIATAMENTE, UM ABRIGO, e evitar, ainda, ficar proximos à água (imaginem o risco enorme, se ficarmos sentados em nossos caiaques, dentro d’água, durante uma tempestade?). Nunca se deve ficar próximo de objetos altos, metálicos ou de baixa rigidez elétrica ou de baixa isolação, como, por exemplo: NOSSAS VARAS DE PESCA, E, NÃO IMPORTA DE QUE MATERIAL ELA SEJA FEITA. E nunca falar ao celular, ao ar livre, durante uma tempestade.
Antes que ela comece ligue para alguém e de a sua localização e depois deligue o aparelho e guarde. Se estiver ao ar livre, o lugar mais seguro para ficar, em caso de raios (imaginem como ficamos, perigosamente, expostos sentado sobre um caiaque aberto?) é sob uma ponte. Lá pode ser um lugar relativamente seguro. Se estiver remando, no meio de um lago, de um rio ou no mar, ou ainda, pescando no barranco, sem nenhum abrigo perto, e for surpreendidos, por uma tempestade, com raios e trovões, deveremos parar de remar, abaixar todas as varas e remo, deitar sobre o caiaque, REZAR E PEDIR PERDÃO A DEUS PELOS NOSSOS PECADOS PORQUE O PERIGO É EXTREMAMENTE GRANDE E, MUITAS VEZES FATAL.
Então, previna-se ao máximo. Curtir com o caiaque não precisa ser um perigo à vida.
E boas remadas.

COMO SE FORMAM RAIOS, RELÂMPAGOS E TROVÕES?

RAIOS: O raio é uma descarga elétrica que ocorre geralmente durante uma tempestade, entre partículas com cargas negativas nas nuvens e positivas no solo

Relâmpagos: O aquecimento do ar provocado pelo fenômeno gera um clarão conhecido como relâmpago

Trovões: O deslocamento do ar causado pelo aquecimento gera uma onda sonora que conhecemos como trovão

Como saber a que distância de você caiu um raio?
Para saber a que distância caiu um raio, você pode contar os segundos entre a aparição do relâmpago e o som do trovão. Divida esse tempo por três e vai ser igual à distância em quilômetros. Portanto, quanto mais próximos forem o clarão e o som do trovão, mais perto caiu o raio. Por exemplo: Se você contar seis segundos, dividindo por três, estaria a dois quilômetros do raio

Em caso de ventos fortes e mar agitado, mantenha a calma mesmo que você seja derrubado do caiaque. Treinar a subida no caiaque com mar calmo e controlado é uma coisa, já em mar agitado com vagas grandes e vento forte, é outra. Muitas vezes você não consegue subir de volta, devido a quantidade de material preso ao caiaque.
Siga em direção a proa do caiaque e tente virá-lo – se não conseguir volte ao centro do caiaque e suba nele até alcançar a outra extremidade e puxe-o de uma vez usando o seu próprio peso, e aguarde o melhor momento para subir nele novamente sem afobação.
Lembrando que é importante que tudo esteja sempre bem preso ao caiaque. Procure sempre ter um apito preso ao colete caso veja alguma embarcação por perto e use o código internacioal de socorro que no caiaque significa levantar o remo e balançá-lo de um lado para o outro, isso se não estiver chovendo e trovejando.
No caso de raios próximos ao local onde você se encontra, o mais aconselhável é deitar sobre o caiaque como se fosse uma prancha de surf e ir remando com as mãos pois os remos são feitos de alumínio e são condutores de eletricidade e se nada disso adiantar, o mar muito agitado, com vento e chuva forte e raios próximos a você, poite o caiaque e ligue rapidamente para alguém informando da sua situação. Fica o alerta. Vamos respeitar a natureza.

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