As Mulheres na Pesca

Muitas mulheres acham que a pesca é coisa para homem! E acabam ficando “de fora” de uma excelente forma de diversão, ao ar livre, curtindo a natureza e o por-do-sol, ao lado de seu companheiro e fazendo um ótimo exercício!
Sim, pescar emagrece! Além de ser um hábito saudável, psicologicamente.
Deixar para trás o estresse do dia-a-dia. Quem se habilita?
Para tanto, é preciso aprender.
Frescura, na pesca, não tem vez! Mas não precisa esquecer a feminilidade.
Claro que para ser aceita no grupo extremamente masculino tem regras. Mulher chata, nem nós mesmas aguentamos. Reclamona?
Nem pensar!
Dessa forma, esqueça o fato de sua mão ficar fedendo a peixe e lulas, esqueça-se de reclamar que a unha quebrou ou que já saiu o batom! De resto, muito protetor solar, óculos escuros e, divirta-se!
Pode ter certeza que o maridão vai adorar a companhia e os colegas ficarão com inveja da patroa estar junto, e não reclamando como as deles.
Mas não podemos deixar de falar da emoção! Sim, uma grande liberação de adrenalina quando o peixe bate na vara! Quanta alegria! Esse momento é impagável, mesmo que seja de uma pequena Cocoroca que será devolvida ao mar.
A briga com o peixe e a emoção de trazê-lo até a beira da praia. A sensação de liberdade, com vento batendo no rosto e pé na areia. Não há dinheiro que pague!
Ficou interessada?
Peça ao maridão para acompanhar a próxima pescaria. Demonstre interesse genuíno. Mostre que ele será seu grande professor!
O casamento agradece essa nova modalidade de conversa. Vocês ficarão muito mais próximos e você, bem menos estressada e em forma!Embora hoje em dia no Brasil, representemos cerca de 7% dos pescadores amadores, de acordo com o Boletim do Registro Geral da Atividade Pesqueira – RGP 2012.
Mas esses dados não representam a realidade das quantidades de mulheres que hoje praticam a pesca amadora. Isso se deve ao fato do desconhecimento da importância da aquisição da Licença de Pesca Amadora.
Com dados insuficientes, represen-tamos uma pequena parcela, praticamente insignificante nesse universo.
E você deve se perguntar – e daí?
Daí que com uma representatividade tão baixa, não somos levadas em consideração pelos fabricantes de material de pesca esportiva.
Materiais pesados, robustos, que dificultam nosso aprendizado e evolução no esporte. As mulheres que insistem no hobby sofrem com esses materiais. Isso leva, muitas vezes, a desistência da atividade.


Por experiência própria e por que estar nesse mundo há um ano, tenho muita dificuldade de achar um molinete que seja direcionado para o público feminino, e isso principalmente no mercado do Rio de Janeiro. Mesmo sendo uma atividade prazerosa, que cria vínculos familiares e sociais saudáveis, pergunto a todas as mulheres que acompanham seus maridos e gostariam de sentir a fisgada de um belo peixe? Quantas famílias não poderiam estar pescando, juntas, se tivéssemos representatividade nesse setor? Essas questões abordaremos nas próximas edições do Rio Pesca, tentando simplificar a pescaria feminina para em fim, ter a representabilidade nesse mercado cada vez maior de Pesca no Rio e em todo o Brasil.
Faça sua parte. Tire sua licença de pesca amadora. É simples, rápido.

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